dicas para endoscopia

Vai fazer uma endoscopia? dicas práticas para se preparar e garantir um exame tranquilo

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A endoscopia digestiva alta é um exame em que um tubo fino e flexível, com microcâmera na ponta, permite visualizar o esôfago, o estômago e o início do intestino delgado em tempo real. Frequentemente, o exame não serve apenas para “olhar”, mas também para realizar biópsias, tratar sangramentos ou remover pequenas lesões, tudo guiado por vídeo.

Ao mesmo tempo, a legislação brasileira determina que o serviço de endoscopia explique ao paciente, de forma clara e por escrito, o que será feito, quais são os objetivos e quais riscos existem. Na prática, porém, o dia a dia é corrido, o consultório está cheio e muitas dúvidas acabam indo para casa com o paciente, justamente o que este guia pretende ajudar a reduzir.


Como funciona o exame de endoscopia na prática

Para começar, saber o que acontece dentro da sala costuma diminuir boa parte da ansiedade. Embora cada serviço tenha pequenas variações, o roteiro básico é bastante semelhante.

O passo a passo mais comum é:

  • ​Recepção e conferência de dados: confirmação de identidade, horários de jejum e medicações em uso.
  • Orientações finais: explicação sobre sedação, posição no leito e duração aproximada do exame.
  • Sedação: na maioria dos casos, é aplicada sedação leve a moderada, monitorada por equipe treinada, para que o paciente durma ou fique muito relaxado.
  • Introdução do endoscópio: o aparelho entra pela boca, passa pela garganta e chega ao estômago, sempre com visualização na tela, por alguns minutos.
  • Finalização e recuperação: após o exame, o paciente vai para uma sala de repouso até despertar totalmente, permanecendo em observação.
  • Perceba como o foco é segurança e monitorização contínua, com equipamentos específicos (monitores, bombas de infusão, sistemas de vídeo endoscópico) semelhantes aos sistemas robustos usados em cirurgias por vídeo e laparoscopia.

Jejum para endoscopia: por que é tão importante?

Se existe uma regra que raramente muda é a do jejum. A maioria dos serviços exige jejum absoluto de pelo menos 8 horas antes da endoscopia digestiva alta, incluindo alimentos sólidos.

Orientações frequentes encontradas em guias de preparo:

  • Jantar leve na véspera, evitando carnes vermelhas, frituras e alimentos gordurosos, que demoram mais a esvaziar do estômago.
  • Jejum de alimentos por, no mínimo, 8 horas antes do exame; em muitos protocolos, nem água é permitida nas últimas horas.
  • Em algumas clínicas, pequenas quantidades de líquidos claros (água, chá claro, sucos coados sem polpa) são permitidas até 2–4 horas antes, mas apenas se estiver explicitamente orientado.

O motivo é simples: o estômago deve estar vazio para que o médico visualize bem as paredes internas e, sobretudo, para reduzir risco de aspiração durante a sedação. Vale a pergunta sincera: faz sentido “burlar” o jejum se isso pode obrigar a remarcar o exame ou aumentar os riscos?


Medicamentos, sedação e segurança: o que conversar antes do exame

Uma parte importante da preparação não está na cozinha, mas na conversa com o médico. Em muitos casos, será necessário ajustar temporariamente o uso de remédios.

Pontos que costumam ser avaliados:

  • ​Uso de anticoagulantes e antiagregantes (como varfarina, clopidogrel): o médico pode orientar pausa ou ajuste, principalmente se houver possibilidade de biópsia ou retirada de lesão.
  • Diabetes: pacientes que usam insulina ou hipoglicemiantes podem precisar de orientação específica sobre horários de dose, por causa do jejum prolongado.
  • Hipertensão: em geral, medicamentos anti-hipertensivos são mantidos, mas a recomendação final é sempre do médico assistente.
  • Alergias e histórico de reação à sedação ou anestesia: devem ser relatados antes, para que a equipe ajuste drogas e monitorização.

Diretrizes do Conselho Federal de Medicina reforçam que o tempo de jejum e a avaliação clínica prévia fazem parte da segurança da sedação, assim como o uso adequado de monitores e equipamentos (oximetria, pressão, suporte de via aérea). Ou seja, aquele monitor ao lado da sua maca não está ali só por aparência; ele faz parte ativa da sua proteção.


Medos mais comuns sobre endoscopia (e o que a ciência diz)

Pouca gente admite em voz alta, mas três medos aparecem o tempo todo: engasgar, sentir dor e “não voltar” da sedação. Curiosamente, estudos e diretrizes mostram que, quando o exame é feito por equipe habilitada e com monitorização adequada, o índice de complicações graves é muito baixo.

Alguns pontos que ajudam a tranquilizar:

  • A sedação é planejada para ser segura e, na maioria das vezes, de curta duração, com recuperação rápida.
  • Equipamentos para via aérea, oxigênio e monitorização ficam prontos e disponíveis durante todo o procedimento.
  • O endoscópio não “fecha” a passagem de ar; a respiração continua, e a equipe acompanha sinais vitais constantemente.

Mesmo assim, faz sentido reconhecer o medo sem minimizá-lo: perguntar, antes do exame, como será feita a sedação e quem ficará responsável por monitorar você é um direito seu, e está em sintonia com as normas da Anvisa para serviços de endoscopia.


Checklist prático: como se preparar para a endoscopia

Em vez de decorar regras soltas, pensar em um checklist ajuda a organizar tudo na véspera do exame.

Na véspera:

  • Confirme o horário do exame e o tempo de jejum exigido pelo serviço.
  • Faça jantar leve, evitando comidas gordurosas e de difícil digestão na hora correta.
  • Separe documentos, exames anteriores e lista de medicamentos em uso.

No dia do exame:

  • Respeite rigorosamente o jejum informado (inclusive de água, se for orientação do serviço).
  • Vista roupas confortáveis e fáceis de trocar, sem acessórios em excesso.
  • Leve um acompanhante responsável, já que você não poderá dirigir após a sedação.

Após o exame:

  • Siga as orientações sobre quando voltar a se alimentar; muitas unidades liberam líquidos leves primeiro e, depois, dieta mais sólida.
  • Evite atividades que exijam atenção plena (dirigir, operar máquinas, tomar decisões importantes) até passar completamente o efeito da sedação.
  • Observe sinais como dor intensa, dificuldade para engolir ou sangramento e, se surgirem, contate imediatamente o serviço ou procure pronto-atendimento.

No fundo, a pergunta é: se você já se organiza tanto para uma reunião de trabalho, por que não faria o mesmo por um exame que cuida diretamente da sua saúde?


Onde entram os equipamentos de videocirurgia nessa história?

Pode parecer que, como paciente, não há motivo para se preocupar com a qualidade dos equipamentos, mas há. Sistemas de vídeo modernos, semelhantes às torres de videolaparoscopia usadas em cirurgias por vídeo, permitem imagem mais nítida, melhor iluminação e procedimentos mais seguros.

Empresas especializadas, como a MS Medical Systems, fornecem torres de vídeo e equipamentos endoscópicos para hospitais e clínicas, com checagem de dezenas de pontos técnicos antes de liberar o uso. Isso impacta diretamente o que o médico enxerga na tela e, em última análise, a qualidade do laudo que você recebe nas mãos.

Saber que o serviço onde você fará o exame investe em manutenção, atualização de tecnologia e parceria com empresas reconhecidas em videocirurgia pode ser um critério a mais na hora de escolher onde marcar sua endoscopia.



Conclusão: informação, preparo e escolha consciente

Preparar-se para uma endoscopia vai muito além de “ficar de jejum”: envolve entender o exame, alinhar medicamentos, organizar a rotina e, principalmente, participar ativamente das decisões sobre sua própria saúde. Em um momento em que cursos e treinamentos em endoscopia e videocirurgia se aproximam dos últimos dias de inscrição, cresce também a responsabilidade dos serviços em oferecer informação clara, equipamentos seguros e equipes bem treinadas.

Se você está às vésperas do exame, que tal dar o próximo passo e conversar com sua clínica sobre o tipo de equipamento utilizado, as rotinas de preparo e quem fará sua sedação? E, se trabalha na área da saúde, aproveitar essa fase final de inscrições em cursos especializados pode ser a chance de alinhar prática clínica, tecnologia de ponta e cuidados centrados no paciente na mesma direção.

FAQ – Dúvidas frequentes sobre preparo para endoscopia

Quantas horas de jejum são necessárias antes da endoscopia?

A maioria dos serviços exige jejum absoluto de pelo menos 8 horas para alimentos sólidos, com jantar leve na véspera. Algumas clínicas permitem líquidos claros até 2–4 horas antes do exame, mas isso varia conforme o protocolo local, então a orientação do serviço deve sempre prevalecer.

Posso tomar meus remédios de rotina no dia do exame?

Anti-hipertensivos geralmente são mantidos, enquanto anticoagulantes e alguns outros medicamentos podem exigir pausa ou ajuste. Por isso, é fundamental discutir sua medicação com o médico antes do exame e seguir exatamente as recomendações recebidas.

A endoscopia dói?

Na maior parte dos casos, o exame é realizado com sedação, o que faz com que o paciente durma ou fique bem relaxado e não sinta dor durante o procedimento. Podem ocorrer pequenos desconfortos na garganta depois, mas tendem a ser leves e passageiros.

Preciso ir com acompanhante?

Sim, porque a sedação compromete reflexos e atenção por algumas horas após o exame, tornando perigoso dirigir ou voltar para casa sozinho. Muitas clínicas, inclusive, só realizam o procedimento se o paciente estiver acompanhado por um adulto responsável que o leve de volta para casa.

É seguro fazer endoscopia?

Quando realizada por equipe especializada, com equipamentos adequados e seguindo normas da Anvisa e de conselhos profissionais, a endoscopia é considerada um exame seguro, com baixa taxa de complicações. A escolha de um serviço estruturado, com monitorização adequada e tecnologia atualizada, reduz ainda mais os riscos e aumenta a qualidade do resultado.

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